terça-feira, 29 de agosto de 2017

Doce de abóbora em calda




Doce de abobora é como berinjela e abobrinha, cada um tem uma receita. Parece tudo igual, mas é bem diferente.
Há tempos que minha ajudante me fala do tal doce de abobora feito com cal. Aproveitei que tivemos uma obra aqui em casa e guardei um pouco do cal antes dos pedreiros usarem e ... vamos pra cozinha fazer doce e alegrar a vida!
Sob a orientação de Eleusa Maria, segue a receita do doce.

Ingredientes:

1 1/2 kg de abóbora ( tipo abóbora pescoço) sem casca e cortada em cubos,
1 1/2 colher ( das de sopa) de cal
1 litro de água
4 xícaras ( das de chá) de açúcar refinado
1/2 colher (das de chá) de cravo

Preparo:

  1. coloque a abobora em cubos de molho em água e cal - observe que a água deve cobrir a abóbora - por 1 hora
  2. retire a abobora do molho e lave muito bem todos os pedaços em água corrente
  3. com a ponta de uma faca, faça furinhos em cada lado de cada pedaço de abóbora ( para que o açúcar possa penetrar durante o cozimento) - sim, muita paciência! Aproveite o momento para meditar.
  4. leve ao fogo em panela grande - que acomode bem a abóbora- com um litro de água, o açúcar e o cravo
  5. deixe ferver até que forme uma calda e então desligue ( muita clama porque vai demorar um pouco). Obs: não é preciso ficar mexendo.
  6. deixe esfriar e guarde em vidros ou compoteira


Os pedaços de abobora ficam firmes por fora e cremosos por dentro. Sirva com queijo se gostar. É o máximo da gostosura.


Que os dias sejam doces!
Com carinho,

Angela Caruso

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Tortelli di zucca - fatto a mano



Tenho estado um pouco distante da produção das postagens porque tenho me dedicado a pesquisas e novos experimentos, e em breve teremos novidades na cozinha, no quintal e no jardim. No entanto, minha cozinha segue de vento em polpa. 

Quando construímos nossa casa, levamos em conta necessidades e desejos de cada um dos moradores, ou seja: meu marido desenhou a garagem que queria e eu uma cozinha com uma boa bancada de trabalho para que eu pudesse fazer macarrão como minha avó fazia quando eu era criança. Faz tempo que moramos na Casa di San Caruso e finalmente resolvi colocar a mão na massa, literalmente!
Meu guia foi o livro Culinária Itália que conta a história da culinária em cada região da Italia e completa com algumas receitas.  Emilia Romagna, cuja cozinha apresenta presunto, queijo e massa caseira,  é a região que compreende cidades como Modena, Ravena, Reggio Emilia , Bolonia e Parma, a terra de Pietro Barilla que - para alegria de todos nós -  fundou, em 1877, sua pequena fábrica de macarrão. Foi este meu guia para fazer a massa para  um Tortelli di zucca:

- Receita básica para a massa

500 gr de farinha de trigo
5 ovos
1/2 colher de chá de sal
farinha para polvilhar a área de trabalho

Observe que a proporção é 100 gr de farinha para cada ovo.

Farinha , ovos e sal !

Junte a farinha sobre a superfície de trabalho. 
Faça um buraco no meio e coloque os ovos e o sal.
Vá misturando ovos e farinha até formar uma massa compacta.
Trabalhe a massa por 15 minutos. 
Cubra com papel filme e deixe descansar por 1 hora em temperatura ambiente.

Enquanto isso, prepare o recheio:

- 300 gr de abóbora cabotia
- 1/2 xícara de nozes picadas
- 1/2 xícara passas picadas
-  sal, pimenta do reino e nós moscada a gosto
- 5 gotas de essência de rum ou licor tipo amareto 

Faça um purê com a abobora cozida em vapor e passe na peneira para tirar o excesso de água. Junte as nozes e as passas e tempere a gosto. Misture tudo muito bem. Reserve.

Voltando para a massa:

Esticar o mais fino possível, rechear , molhar as bordas para fechar e contar.
Cozinhar em água salgada. 


Usei a ponta de um garfo para fechar os tortellis porque não tinha um cortador mais adequado

Para o molho, uma sugestão é  temperar com manteiga e sálvia e servir com um  queijo parmesão ralado de boa qualidade. No entanto, resolvi fazer o mesmo molho do nhoque de abóbora que faz parte das receitas desses blog (veja aqui)


Para o preparo do molho:


1/2 litro de creme de leite fresco
20 g de Catupiry 
100 g de queijo parmesão ralado

Ferva o creme de leite e acrescente o Catupiry mexendo bem até dissolver. Retire do fogo e coloque o queijo ralado.
Capriche na mesa porque este prato merece ser servido com charme.
Ah! Escolha um bom vinho para acompanhar.




DICAS:
- a massa pode ser misturada no processador ou batedeira com pá; 
- a abóbora pode ser colocada para assar com casca no forno por aproximadamente 1 hora - ou até que esteja macia, depois é só raspar com uma colher e espremer para fazer o purê;
- caso não tenha um cilindro  use o rolo de macarrão e vá abrindo a massa o mais fino possível;
- cozinhei e congelei em separado. Depois guardei em saco plastico para usar na data certa.
- para servir a massa congelada,  basta ferver a água e colocar a massa até que fica no ponto.

GUIA: 
Livro: Culinária Itália  - Claudia Piras -Ed. HF Ullmann

Tenho dúvidas se o Tortelli ficou bonito, afinal fiz tudo 'no braço' , sem maquinas e foi minha primeira vez, mas o resultado final foi aprovado pela mamma e isso vale ouro!

Ótima sugestão para o dia dos pais ( ou qualquer dia!)
Mangia che te fa bene!

Angela Caruso

terça-feira, 11 de julho de 2017

Chá de Hibisco



Semana passada fui conhecer a Fazenda Lagoa Ouro Verde,  Muzambinho-MG em uma visita técnica da  Confraria do Café do Sul de Minas. Fomos ver a colheita mecanizada do café, a seleção dos grãos e saber um pouco mais da produção e da gestão da fazenda, comprometida com a sustentabilidade.
Estas visitas são riquíssimas, pois sempre aprendemos algo a mais além do café. Desta vez experimentei uma geleia de hibisco e finalmente conheci o Hibiscus sabdariffa ou vinagreira  a planta que dá origem ao chá e a geleia de hibisco, que tanto tinha curiosidade. 
Para aprofundar o assunto, fiz algumas pesquisas sobre a planta e o cultivo e socializo aqui.

Segundo Massahiro Takeguma do site Cultivo Zen, "A vinagreira é da mesma família do quiabo, existindo muita semelhança tanto nas sementes e como nas flores dessas plantas".
No Maranhão as folhas da vinagreira são usadas na culinária local e vendidas em maço nos mercados.

Folhagem e flor do Hibisco Sabdariffa ou Vinagreira

Mas, é o cálice da flor, de cor avermelhada é que é utilizado para fazer o chá e a geleia. 

Fazenda Lagoa Ouro Verde
Mesmo após a florada, a planta é lindíssima!

Descrição:


"Planta semi-arbustiva de crescimento anual, altura em torno de 2,0 metros, talos avermelhados, folhas pequenas alternas verdes com nervuras avermelhadas.
As flores são simples, semelhantes ao hibisco ornamental, são amareladas mudando de cor no final do dia para um rosado.
O fruto é vermelho em forma de losango com cinco sépalas ao redor da base protegendo a o fruto." (fonte: faz fácil - plantas e jardins)

Como cultivar:

Escolher um local ensolarado, solo fértil, levemente úmido e de pH mais neutro. É possível fazer o cultivo em canteiro ou vaso. A propagação pode ser por sementes ou estaquia dos ramos.
Para as sementinhas, colocar  de 2 a 3 sementes em copinhos plásticos que germinarão a partir do 5o. ao 10o. dia. Após o 18o. dia , Massahiro recomenda o transplante em vasos maiores. Segundo ele nos vasos de 20 litros a planta cresce até 2 metros de altura.
Preparo do chá:

A flor do hibisco desidratada e pronta para ser consumida é encontrado no mercado em pacotes ou a granel. 
Coloque 2 colheres de sopa da erva em 1 litro de água, ferva por 3 minutos, desligue , tampe e deixe por infusão por 5 minutos. Coar e servir.
Pode-se acrescentar canela em pau e lascas de gengibre durante a infusão.

                              cha.hibisco 3


Trouxe para casa algumas sementes. Vou cultivá-las e depois conto o resultado.
Mesmo que não seja para produzir o chá, a planta é maravilhosa e bem decorativa, vale a pena conhecer e ter em casa.
Guia:

Para saber mais sobre o Hibisco Sabdariffa:
- Massahiro Takeguma - Cultivo Zen - 

- Faz Fácil - Plantas e Jardins 


Fica aqui a dica!

Angela Caruso

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Couscus Marroquino



O couscus marroquino é uma massa feita de semolina que vem do oriente médio para agregar um valor cultural a nossa gastronomia. Um verdadeiro coringa na cozinha que substitui muito bem o arroz nosso de cada dia e , além de ser de rápido preparo é possível variar os acompanhamentos, basta usar criatividade fazendo o melhor com o que tiver na geladeira.
Tudo muito simples, rápido e delicioso.

Para a receita básica, você vai precisar de:

250 g cuscuz marroquino ( serve de 3 a 4 pessoas)
250 ml de água
1 colher (sopa) de azeite
1 colher de chá de sal

Preparo: 

1. Em uma panela, coloque a água para ferver com o azeite e o sal.
2. Retire a panela do fogo e acrescente o cuscuz marroquino mexendo lentamente.
3. Tampe a panela e deixe descansar até os grãos incharem (aproximadamente 5 minutos)
3. Mexa cuidadosamente com um garfo para soltar os grãos.

Para finalizar:
Escolha uma das alternativas ou crie a sua:

- refogue legumes de sua preferência em azeite e manteiga, tempere a gosto e acrescente ao couscus;
- misture com salsinha e cebolinha;
- junte amêndoas laminadas  e torradas ou castanha de caju com uvas passas.

Acompanhamento:

- carnes com molho, legumes grelhados, batatas recheadas...

 
Couscus marroquino com legumes,
acompanha batata recheada e saladinha de erva doce

Bom apetite!

Com carinho, 
Angela Caruso

 

domingo, 4 de junho de 2017

A Casa Bordada


O que a casa, a rua e a cidade dizem sobre nós? Qual é a nossa identidade? Estes são temas que sempre estão presentes nas pesquisas daqueles que se dedicam a estudar sobre o homem e a vida em sociedade.  Em seu livro O que faz o brasil, Brasil , o antropólogo Roberto da Matta discute a identidade do povo brasileiro a partir de uma analise das manifestações culturais , enquanto que em A Casa & a Rua, o antropólogo chama nossa atenção para a cidadania do brasileiro nos diversos espaços geográficos como se estes não fossem parte do mesmo todo. O que significa dizer que o comportamento do brasileiro segue regras distintas em casa, na rua, na igreja, no trabalho e assim por diante. Na mesma linha de pesquisa, em Como as crianças vêem a cidade - organizado pelo antropólogo  Arno Vogel, o livro relata a representação da cidade a partir do olhar das crianças registrados em desenhos e textos, e levanta o debate sobre os problemas urbanos que surgem a partir do acelerado processo de mudança dos espaços geográficos, sem que seus habitantes tenham tempo de se adaptar a eles.

A Casa Bordada é uma exposição que fala da identidade do brasileiro, seu jeito de ver o mundo, seu lugar de pertença. A região onde vive e sua paisagem cultural e natural. Sua casa, sua cidade e como tudo funciona. A linguagem usada foi o bordado feito a mão. Linhas, pontos e cores levam o visitante a uma viagem pelos quatro cantos do Brasil e revela quem somos. O bordado traz consigo as lembranças de nossos antepassados e suas histórias de vida gravadas em lenços, toalhas, colchas, mantas e roupas de festas. 

A exposição reúne tudo isso numa estrutura em formato de uma casa cujas paredes foram formadas com os tecidos bordados desvelando um Brasil de brasileiros.  















A exposição A Casa Bordada idealizada por Renata Mellão e com a curadoria de Renato Imbroisi, além de mostrar a habilidade requintada dos grupos de bordadeiras espalhadas pelo país, reforça e estimula a produção desse trabalho manual que independente das análises antropológicas do conteúdo que revelam, é uma prática que proporciona ao humano um equilíbrio das tensões da vida moderna. Hoje ele acontece nas praças e é protagonista de encontros, de resgate histórico e de construção. 

Bia Brasileiro coordena o projeto Bordando na Praça em Poços de Caldas

GUIA:

Exposição: A CASA BORDADA
A CASA museu do objeto brasileiro
De terça a domingo, das 10h às 18h30 - até 13 de agosto de 2017
Av. Pedroso de Morais, 1216, Pinheiros, São Paulo, SP
http://www.acasa.org.br/
Durante o período da exposição, serão oferecidos cursos de bordados com temas e pontos específicos.

Livros: 
- O que Faz o Brasil; Brasil? 
Roberto Da Matta - Ed. Rocco

- A casa e a rua 
Roberto Da Matta - Ed. Rocco

- Como as Criancas Veem a Cidade 
Arno Vogel - Ed. Pallas

Bordando na Praça de Poços
Bia Brasileiro 



Por uma vida mais craft e de mais encontros reais!
Fica aí a dica!
Com carinho, 

Angela Caruso

Agradecimento especial a Sra. Renata Mellão pelo carinho e atenção com que me recebeu na exposição.

sábado, 27 de maio de 2017

Pão caseiro com fermentação natural




Definitivamente o mundo da internet é fantástico! Há algumas semanas, quando publiquei a postagem intitulada Novelaria, buscava mais informações sobre os crafteiros e a filosofia do DIY -do it yourself - ou faça você mesmo, quando descobri o Café das Coisinhas.
Imaginem um desses sobradinhos geminados com uma única porta de entrada, numa rua tranquila originalmente residencial, que foi se transformando em espaço comercial e uma via de muito movimento. A criatividade e bom gosto dos proprietários em decorar paredes e prateleiras com 'coisinhas' compráveis transformaram o espaço num lugar que é puro charme e aconchego. E mais: criaram no piso superior uma sala para cursos e workshops de temas muito variados, o que fez toda a diferença no lugar.

Um dos cantinhos do Café das Coisinhas
Uma agenda de cursos extensa e bem concorrida me levou a considerar a participação numa oficina de fermentação natural. Ajustei minha agenda e pronto, em pleno sábado pela manhã estava na minha cidade natal desfrutando daquilo que ela tem de melhor: possibilidades de encontros e muitas aprendizagens.


Viviane Lavratti, mais conhecida por Vivi, é food coach -neste momento você pode estar se perguntando: mas o que é isso? Ela treina pessoas a se tornarem independentes na cozinha, desde a escolha e a compra de ingredientes até o preparo das refeições e como armazená-las.  Mas não é só isso: Vivi dá aulas de pães e de pizzas com fermentação natural.  Não é o máximo? Foi assim que nos conhecemos: ela foi a professora da oficina de fermentação.

Para chegarmos à aula com alguma ideia do que faríamos ali, no momento da inscrição, Vivi sugeriu que assistíssemos o documentário Cooked, baseado no livro de mesmo nome de Michael Pollan que trata da história da culinária propondo uma reflexão muito interessante sobre a relação da civilização pós-moderna e a cozinha. Um dos episódios conta a história do pão e como se deu a 'invenção' do fermento natural.

Fazer pão com fermentação é um ritual que requer planejamento: tempo de espera, paciência da espera, calma e muita fé pois pode parecer que vai dar tudo errado, mas no final é sentar e comer rezando.  
Fazer pão com fermentação natural é treinar nossa capacidade de viver ...slowlife - sem pressa!




Você vai precisar de:
  • farinha de boa qualidade
  • água
  • sal
  • fermento natural
  • uma balança doméstica (de preferência digital para maior precisão)
  • panela de ferro com tampa
  • panos de prato bem limpos
  • estar em dia com as aulas de musculação (rsrs)
  • muita paciência 

Hoje não darei nenhuma receita por duas razões: primeiro porque meu objetivo aqui é fazer as pessoas refletirem sobre se dar um tempo para  preparar a própria comida sem pressa,  'curtindo' cada etapa. E como diz meu amigo e yogi Rudra Das, "concentre-se em si mesmo, mantenha-se aqui e agora!". E, podem ter certeza que fazer pão com fermentação natural vai tomar todo o seu dia, dá para fazer até um cochilo, ler, escrever, ver um filme... Portanto, é um dia para ser de folga!
Em segundo lugar, acho que fazer uma oficina com a Vivi -ou outro professor disponível na sua cidade- não tem preço! Entender o porquê de cada etapa, por a mão na massa com supervisão de alguém experiente no assunto. E mais: é preciso ter o fermento natural que ela divide conosco como quem divide o pão com os seus. 

Mistura-se as farinhas peneiradas com água e deixa-se descansar por 20 minutos para um processo de autólise


Hora de acrescentar o fermento e sovar por 10 minutos - descanso de 3 a 6 horas para a primeira fermentação

Para a segunda fermentação faz-se as 'dobras de reforço' e espera-se  de 1 a 3 horas dobrar de tamanho

video

Colocar para assar

Um truque bem interessante é usar a panela de ferro para assar o pão 

Saindo do forno
Hora de degustar
Receita testada na Cucina di San Caruso
Tudo home made!

Deliciosa manhã de sábado!
Como o fermento deve ser 'alimentado' semanalmente, significa que teremos pão caseiro com frequência na Casa di San Caruso. Já estou até planejando a próxima festa queijo e vinho com pães variados feitos em casa. Não é o máximo?
Outro detalhe importante: a fermentação natural permite uma digestão muito mais fácil não dando aquela sensação de peso após ingerir tanta massa, não tem conservantes e duram até uma semana. Basta manter o pão guardado envolto em um pano de prato e aquecer as fatias quando desejar. Resultado: terá um pãozinho delicioso para o café da manhã. 
Fica a dica: ´bora´ fazer pão e ser feliz! 
No entanto, se você preferir, há várias padarias artesanais que seguem o lema "orgânico e fermentação natural" espalhadas por São Paulo, Rio, Curitiba, Belo Horizonte e outras cidades brasileiras. Em Poços de Caldas, Fábia Batel acaba de inaugurar a Panedota, localizada no piso superior do Mercado Municipal.

Fábia Batel na Panedota




GUIA:

  • Viviane Lavratti - www.vivifoodcoach.com/
  • Café das Coisinhas - Rua Estado de Israel,227 na Vila Mariana, São Paulo-SP https://www.facebook.com/cafedascoisinhas/
  • Cooked - documentário sobre a história da culinária - disponível no Netflix (saiba mais aqui)
  • Panedota - Mercado Municipal de Poços de Caldas, piso superior


Bom apetite!

Angela Caruso

PS. Agradecimentos: Vivi Lavratti pela paciência em me orientar mesmo a distância e minha amiga Regina Bastos por topar mais esta aventura.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Geleia de maracujá


Geleias caseiras trazem doces lembranças das encantadoras lojinhas  das cidades no interior do país, com todo colorido promovido pelos potes de vidro com etiquetas charmosas e toquinhas de tecido nas tampas. A onda do do it yourself  para compotas e geleias -natural e sem conservantes- me seduziu. Confesso que as experiencias nem sempre foram bem sucedidas, mas nada como ter alguém, mais experiente, para nos ensinar.
As caminhadas semanais que faço com minha amiga Gisela Barreto, doutora na área de alimentos, são momentos de 'trocarmos receitas'. Gisela tem sempre uma dica valiosa sobretudo a respeito de nutrientes e conservação de alimentos. Desta vez ela me falava sobre a geleia de maracujá. E foi assim que tudo começou! Providenciei os ingredientes, marcamos um almoço e produzimos nossa geleia.

Geleia de maracujá

Ingredientes:
- maracujá azedo
- açúcar
- água

Preparo:
- comece selecionando uma boa fruta, depois faça a higienização devida
- descasque o maracujá retirando apenas a película 
- corte ao meio e separe as sementes - reserve
- corte a parte branca da fruta (mesocarpo) em fatias finas e pequenas


- faça a medida das sementes e junte 2 xícaras (das de chá) de água para cada xícara de semente 
- junte o mesocarpo fatiado misture tudo e leve ao fogo médio até que a parte branca esteja bem macia

- retire do fogo e passe tudo numa peneira fina 
obs: amasse tudo com uma colher para retirar todo suco possível
- acrescente 3/4 de xícara (das de chá) para cada xícara de suco coado e misture tudo para dissolver o açúcar
- leve de volta ao fogo alto e deixe ferver -sem mexer- até atingir o ponto de geleia
- guarde em viro esterilizado

O sabor é suave e ficou deliciosa numa fatia de bolo de de chocolate tanto quanto numa fatia de pão caseiro. Experimente usar a geleia como recheio de bolo ou pão de mel.
Tudo de bom!
o pão também feito em casa


GUIA:
Dra. Gisela Barreto falou sobre a composição das cores dos alimentos numa das edições do Café & Brioche com Sabor de Saber - reveja aqui

DICAS:
- dois maracujás grandes renderam um pote de 320gr. 
- para saber se a massa atingiu o ponto, basta retirar uma colherinha (de café) da geleia e deixar esfriar, com as pontas dos dedos verifique se ainda está  liquido ou gelatinoso.
- faça uma etiqueta charmosa e uma toquinha colorida para destacar ainda mais o home made.


Desfrute dessa delicia feita em casa!

Angela Caruso